O tempo passa. Sentimos sua perca na contagem do aparato relógio, mas o tempo também passa numa linha diagonal, o sexto sentido.
Sentimos esse mistério nas marcas que o corpo gradualmente recebe. De repente, a pele não é tão macia e o vigor não é mais o mesmo. Sentimos também as marcas do tempo na alma e no coração que muitas vezes são vilipendiados. Não que isso seja de todo ruim, um coração não ferido não reconhece o tenro valor de algo nivelado, cujas marcas estão tratadas e pouco resquício há.
Sentimos no nosso calcanhar. os lugares que descobrimos, ou as terras que pisamos quando criança.
O fato é que o tempo não obedece os ponteiros do relógio, não podemos estipular dia no calendário para conhecer um grande amor, para perder ente querido, ou ter um filho.Não há matemática, unidade de medida que o meça, na realidade nem o compreendemos...
Talvez o seu maior marco de avaliação seja o nascimento e a morte, duas grandes icognitas- o vir e o devir.
E no meio dessa conexão de energias mais paradoxal possível, para nossa mente humana, vivemos como se não existisse uma pulsação no coração do Universo, vivemos como se fôssemos eternos ( matéria). Fazemos da nossa caminhada um peregrinar superfical, sem se preocupar com a substância, sem procurar verdade pequenas. Sem viver como se a vida fosse única. Tudo isso porque não compreendemos a completude do Tempo.
terça-feira, 28 de abril de 2015
A beleza é o reflexo de tudo aquilo que você considera bonito. Quando se olha algo, o olhar se bifurca na coisa olhada e no arcabouço de ideias preconcebidas do algo. Na verdade, nada observado é meramente puro, é a junção do seu eu mais íntimo com o que de fato é. A beleza está na conjugação do olhar.
Você tocava em minhas mãos enquanto me amava
E pelo toque sentia tanta ternura
Enquanto te sentia
Tua mão a minha beijava
Nos meus lapsos de memória há vivido o amor pungente
Amo ou não amo?
Amarei o amor ausente?
Lembranças não são sentimentos- à mim mesma repito
São apenas cenas, contrastes de um passado não remido
-Acorde!
Há muitos amores ainda para amar
O amor gosta de passear
De vez enquando ele dá umas voltinhas, toma um Sol e conhece novos amores.
E pelo toque sentia tanta ternura
Enquanto te sentia
Tua mão a minha beijava
Nos meus lapsos de memória há vivido o amor pungente
Amo ou não amo?
Amarei o amor ausente?
Lembranças não são sentimentos- à mim mesma repito
São apenas cenas, contrastes de um passado não remido
-Acorde!
Há muitos amores ainda para amar
O amor gosta de passear
De vez enquando ele dá umas voltinhas, toma um Sol e conhece novos amores.
Minha face imberbe
tão lisa e oposta
a tua barba
(opostos se atraem)
tão lisa e oposta
a tua barba
(opostos se atraem)
Concentrada nela
E nos arranhões de amor que ela pode me causar
É que peço de voz rala:
Ponhas fim no cheiro inconjugado
Quero chegar em meu quarto
Ainda com o cheiro teu.
E nos arranhões de amor que ela pode me causar
É que peço de voz rala:
Ponhas fim no cheiro inconjugado
Quero chegar em meu quarto
Ainda com o cheiro teu.
A partida
Vi o teu corpo e não constatei a mesma alma
Olhei em teus olhos e não enxerguei o mesmo olhar
Beijei tua boca e não encontrei as palavras de outrora
De repente tudo virou antônimo
Se amor, receio.
Se carinho, desprezo.
Se afago, desprazer.
O que era já não é
E o que não chegou a ser não era mais motivo de sonho
De repente me descobri como eu e não mais como nós
Não encontrei resquícios de mim em você
De repente veio o adeus e a partida do costume
De repente, mudo de repente...
Olhei em teus olhos e não enxerguei o mesmo olhar
Beijei tua boca e não encontrei as palavras de outrora
De repente tudo virou antônimo
Se amor, receio.
Se carinho, desprezo.
Se afago, desprazer.
O que era já não é
E o que não chegou a ser não era mais motivo de sonho
De repente me descobri como eu e não mais como nós
Não encontrei resquícios de mim em você
De repente veio o adeus e a partida do costume
De repente, mudo de repente...
