Marisa era uma mulher dada .
Dada ao amor , a música , ao bom vinho , a cordas de violino .
Gostava de flores , museus , gargalhadas e filmes de época .
Tinha simpatia por tranças , e andava com livros as mãos
Tinha o suspiro de penunbra , as mãos pouco felina e gélidas .
Mal sabia Marisa , que a achavam estranha por ser assim
uma vez que todos a sua volta tinha o gosto totalmente oposto .
Como iria achar seu par ?!
Marisa era complacênte , e por amor a companhia
Enterrou seus desejos ,
personalidade,
Olhos famintos ,
mãos frias .
Deixou de lado suas tranças , empoerou seus livros .
Marisa não era a mesma , mas por uma causa melhor ( pensava ela ).
Pessoas são mais importante que conhecimento - sempre dizia .
Conheceu pessoas , que gostavam de rap , samba , funk.
Pessoas que nunca viram Rodin , Rafael e Boticcele
Não sabiam a diferença entre Tinto e Branco
E não tinham a delicadeza , a alma de poeta .
E nessa mediocridade , Marisa fez do exemplo
o molde .
Tornou-se o que nunca quisera ser ( mas tudo em nome de companhias).
E ela não deu conta do abismo em que se metera .
Um abismo sem fim .
Molda-se a outro , nem que seja pelo motivo mais belo te desqualifica .
É seu jeito difícil , incoerente , ultrapassado que faz quem você é .
Esse ser único , ímpar , e audacioso por experimenter o diferente .
Uma pena que Marisa não soube disso a tempo...
... uma pena .
De tudo um pouco me foi roubado ;
Minha alegria , amigos , e meu euforismo
Minha juventude , meu vigor , minha instância , meu juizo ...
Minha ingenuidade , meu perfume , meu queixume .
Me foi roubada a flexibilidade , paciência , o medo .
Ai , Deus , como fui roubada !
Fui roubada de mim mesma , fui roubada de quem amei ...
E no meio de tantos pedaços que sobraram , tento ( em vão ) juntar-me e quem sabe esboçar o que um dia já fui : uma menina inquieta , viva , sentida .
Esse inércia de Amanda hoje e amanhã .
De tudo um pouco me foi roubada , mas não meus paradoxos de ideias . Por isso , hoje , muito me preocupo o que procede do conhecimento .
Depois de jovens vigorantes , vem a época do reflexão , do sentado em uma cadeira lendo um jornal , ou até mesmo um livro sobre metafísica .
Os "auto-ajuda" ficam para trás , os contos também.
Mas será que esse era o verdadeiro amadurecimento que eu queria ?!
Não sei ...
Tudo que fiz me trouxe até aqui .
De tudo um pouco me foi roubado ,
mas não a prudência , esta vem com o tempo.
Minha alegria , amigos , e meu euforismo
Minha juventude , meu vigor , minha instância , meu juizo ...
Minha ingenuidade , meu perfume , meu queixume .
Me foi roubada a flexibilidade , paciência , o medo .
Ai , Deus , como fui roubada !
Fui roubada de mim mesma , fui roubada de quem amei ...
E no meio de tantos pedaços que sobraram , tento ( em vão ) juntar-me e quem sabe esboçar o que um dia já fui : uma menina inquieta , viva , sentida .
Esse inércia de Amanda hoje e amanhã .
De tudo um pouco me foi roubada , mas não meus paradoxos de ideias . Por isso , hoje , muito me preocupo o que procede do conhecimento .
Depois de jovens vigorantes , vem a época do reflexão , do sentado em uma cadeira lendo um jornal , ou até mesmo um livro sobre metafísica .
Os "auto-ajuda" ficam para trás , os contos também.
Mas será que esse era o verdadeiro amadurecimento que eu queria ?!
Não sei ...
Tudo que fiz me trouxe até aqui .
De tudo um pouco me foi roubado ,
mas não a prudência , esta vem com o tempo.
