Marisa era uma mulher dada .
Dada ao amor , a música , ao bom vinho , a cordas de violino .
Gostava de flores , museus , gargalhadas e filmes de época .
Tinha simpatia por tranças , e andava com livros as mãos
Tinha o suspiro de penunbra , as mãos pouco felina e gélidas .
Mal sabia Marisa , que a achavam estranha por ser assim
uma vez que todos a sua volta tinha o gosto totalmente oposto .
Como iria achar seu par ?!
Marisa era complacênte , e por amor a companhia
Enterrou seus desejos ,
personalidade,
Olhos famintos ,
mãos frias .
Deixou de lado suas tranças , empoerou seus livros .
Marisa não era a mesma , mas por uma causa melhor ( pensava ela ).
Pessoas são mais importante que conhecimento - sempre dizia .
Conheceu pessoas , que gostavam de rap , samba , funk.
Pessoas que nunca viram Rodin , Rafael e Boticcele
Não sabiam a diferença entre Tinto e Branco
E não tinham a delicadeza , a alma de poeta .
E nessa mediocridade , Marisa fez do exemplo
o molde .
Tornou-se o que nunca quisera ser ( mas tudo em nome de companhias).
E ela não deu conta do abismo em que se metera .
Um abismo sem fim .
Molda-se a outro , nem que seja pelo motivo mais belo te desqualifica .
É seu jeito difícil , incoerente , ultrapassado que faz quem você é .
Esse ser único , ímpar , e audacioso por experimenter o diferente .
Uma pena que Marisa não soube disso a tempo...
... uma pena .

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