segunda-feira, 19 de maio de 2014


INDECENTE LEDO

Os corpos se unem desafiando a lei que diz que
dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço 
O amante que adentrar ao corpo da amada ;
incolúme , prazeroso , oriundo do paraíso .
A intensidade faz que os amantes esbravejam-se ,
para logo depois caírem na voragem
O intenso torna-se tênue , o fogo dá-se orvalho
o suor das costas , das pernas , do ápice
Então abraçam-se , e um súbito beijo na testa acontece...
É neste momento de completude que os antigos animais ,
( e não mais que animais em pleno gozo )
tipificam-se como humanos .
Os dois corpos amalgamados emancipam-se do dever , não há cadeias para o amor em ação ; tudo é belo , tudo é mero !
Há apenas um homem e uma mulher
Encaixe divino , dualidade , dois que coexistem
O indecente ledo .

           Amanda Cunha


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