segunda-feira, 4 de maio de 2015



Como luz
tua imagem adentra meus pensamentos
Velozmente, luz do passado
Que engana a queima e vive, estrela.
A memória toma cheiro,cabelos rubros, língua,
ventre.
Também funde sentidos, o sexto.
Ainda a vejo sobre a cama
tendo a imagem da mais linda arte
Obra polida e rebusca
corpo com curvas e pele alva.
Mas em meio a tamanho devaneio penso
em qual desmazelo foi culpado por tê-la feito partir
deixando minha boca nua dos teus beijos.
Talvez o culpado seja simplesmente o tempo
Este inimigo dos amantes
que ora tarda, ora não
E desatina o entusiasmo
Faz das rosas fauno
Faz do amor ingratidão.
AMANDA CUNHA- 04/05/2015
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