O tempo passa. Sentimos sua perca na contagem do relógio, mas o tempo também passa numa linha diagonal: o sexto sentido.
Sentimos esse mistério nas marcas que o corpo gradualmente recebe. De repente, a pele não é tão macia e o vigor não é mais o mesmo. Sentimos também as marcas do tempo na alma e no coração que muitas vezes são vilipendiados. Não que isso seja de todo ruim, um coração não ferido não reconhece o tenro valor de algo nivelado, cujas marcas estão tratadas e pouco resquício há.
Sentimos no nosso calcanhar. os lugares que descobrimos, ou as terras que pisamos quando criança.
O fato é que o tempo não obedece os ponteiros do relógio, não podemos estipular dia no calendário para conhecer um grande amor, para perder ente querido, ou ter um filho.Não há matemática, unidade de medida que o meça, na realidade nem o compreendemos...
Talvez o seu maior marco de avaliação seja o nascimento e a morte, duas grandes icognitas- o vir e o devir.
E no meio dessa conexão de energias mais paradoxal possível, para nossa mente humana, vivemos como se não existisse uma pulsação no coração do Universo, vivemos como se fôssemos eternos ( matéria). Fazemos da nossa caminhada um peregrinar superfical, sem se preocupar com o invisível, sem procurar verdade pequenas. Sem viver como se a vida fosse única. Tudo isso porque não compreendemos e respeitamos a completude do Tempo.
Aproveite quem você ama, pois tudo no mundo se refaz menos a substância do Ser; pessoas morrem.

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