Olhando para os ponteiros do relógio penso na fugacidade do tempo. Tempo, este, medido pela contagem matemática mas sentido pela sensação humana.
Ora, que sensação é esta que temos com o passar dos dias ? Talvez o sexto, visto que não está entre os cinco.
Esta sensação não é matemática, uma vez que voltamos rapidamente ao passado ao sentir odores conhecidos, ouvir canções ou em momentos de epifanias.
TEMPO...o sentimos! E no entanto ainda nos surpreendemos com ele.
Mulheres se assustam ao se deparar com fios brancos e rugas. Homens surpreendem-se ao notar a rapidez com que a idade chega e a falta de proporcionalidade do sucesso com a idade.
HUMANOS...tão efêmeros!
Nossa vida é apenas um piscar da natureza. E mesmo sabendo da nossa tão curta passagem vivemos para alimentar sonhos de poderosos.O que fazemos para alimentar e cumprir nossos desejos mais íntimos?
O ser humano é, não apenas por TER mas por SER. Apenas quando somos livres de todas as obrigações do enfado do dia mostramos o que verdadeiramente somos: corpos cheios de sonhos, desejos, ambições, que nos tornam tão exclusivos , e ao mesmo tempo, tão semelhantes.
Entretanto, pela escassa reflexão, temos entregado nossa vida para alimentar sistemas e organizações; no labor de oito horas seguidas, realizando atividades simultâneas sem exercício do pensamentos apenas com uso do corpo como máquina.
Vivemos o sonho de outro. Aquele que idealizou a empresa onde você trabalha . Em contra partida os seus não estão sendo alimentados, estão em coma.
Um sonho só suscita quando alguém acredita nele. É necessário, para tanto, que se abra mão de retornos rápidos sem produtividade da reflexão e que se destine tempo para a sua construção.
A vida é sinônimo de tempo. E vida não está somente no que respira, está também no que se cria.
Sonhos são vidas! Processo congruente.
Nos empenhar em realizá-los nos torna o que verdadeiramente somos, pois se comunidades são organizadas com a distribuição de tarefas,o Universo é equilibrado quando cada Ser desempenha aquilo que se anseia.
Refletindo e agindo sobre o porvir, e somente assim, o tempo não será mais um mau agouro- medo dos passageiros. Mas o espaço permissível por meio do qual temos a possibilidade de conhecer a alegria de envelhecer participando da Criação.
Amanda S. da Cunha, 09 de julho de 2016.

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