Não há mais espaço para sentir.
O amor esfriou-se.
Não há mistérios, não há liberdade.
Ledo engano de quem acredita que suprir as necessidades mais ínfimas de um humano é liberdade.
Liberdade é sentir.
Sentir na pele, alma, poros.
Sentir com consciência de estar a sentir.
Deixar-se encantar pelas sutilezas do carinho
Saber que carinho é muito mais que afago nas orelhas. É compreender pelo olhar, é tatear na busca de proporcionar desejos respeitando a particularidade que só respeita aqueles que se pertecem.
O amor esfriou-se porque o amor próprio o subjugou. Talvez você não compreenda essa frase, caso não entenda que o amor próprio é um instituto mal denominado. De amor não tem nada. Existe apenas a subsistência do mais irracional que há nos seres humanos: necessidade.
Quando contenho-me a viver uma vida sem emoção pela segurança de não sentir o ônus do amor, para isso há nome: covardia.
Qual jardineiro se absterá de tocar em duas rosas por medo dos espinhos ?
Se queres o bônus, terá o ônus.
Mas sossegue a alma. O amor tudo suporta, pois aprende-se a amar amando. Saberá ter em ti a resiliência para superar a dor que espinhos causará em suas mãos.
Se queres ser livre, sinta!
O orgulho é o maior coator da liberdade,
Reduzindo- à necessidade,
mas necessidade é parte do que nos liga a terra,
nos sujeitando a ser somente animais.
Se queres ser livre - atributo que nos diferencia dos irracionais: sinta!
Dê vazão aquilo que não é palpável, mas é anseio do coração. - Necessidades veladas, e que por não serem vistas são essenciais.
Não fuja às pressas do que te faz.
Não restrinja a régua da paciência, pois o tamanho dela é dada pelo amor.
Não desista tão facilmente do que você acredita ser bom.
A dor é fim irremediável,
é início natural
é ponto para início
É risco dos livres.

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