terça-feira, 4 de julho de 2017


Não há mais espaço para sentir. 
O amor esfriou-se. 
Não há mistérios, não há liberdade.
Ledo engano de quem acredita que suprir as necessidades mais ínfimas de um humano é liberdade. 
Liberdade é sentir. 
Sentir na pele, alma, poros. 
Sentir com consciência de estar a sentir.
Deixar-se encantar pelas sutilezas do carinho 
Saber que carinho é muito mais que afago nas orelhas. É compreender pelo olhar, é tatear na busca de proporcionar desejos respeitando a particularidade que só respeita aqueles que se pertecem. 
O amor esfriou-se porque o amor próprio o subjugou. Talvez você não compreenda essa frase, caso não entenda que o amor próprio é um instituto mal denominado. De amor não tem nada. Existe apenas a subsistência do mais irracional que há nos seres humanos: necessidade. 
Quando contenho-me a viver uma vida sem emoção pela segurança de não sentir o ônus do amor, para isso há nome: covardia. 
Qual jardineiro se absterá de tocar em duas rosas por medo dos espinhos ? 
Se queres o bônus, terá o ônus. 
Mas sossegue a alma. O amor tudo suporta, pois aprende-se a amar amando. Saberá ter em ti a resiliência para superar a dor que espinhos causará em suas mãos. 
Se queres ser livre, sinta! 
O orgulho é o maior coator da liberdade,
Reduzindo- à necessidade, 
mas necessidade é parte do que nos liga a terra, 
nos sujeitando a ser somente animais. 
Se queres ser livre - atributo que nos diferencia dos irracionais: sinta! 
Dê vazão aquilo que não é palpável, mas é anseio do coração. - Necessidades veladas, e que por não serem vistas são essenciais. 
Não fuja às pressas do que te faz. 
Não restrinja a régua da paciência, pois o tamanho dela é dada pelo amor. 
Não desista tão facilmente do que você acredita ser bom. 
A dor é fim irremediável, 
é início natural 
é ponto para início 
É risco dos livres.
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