skip to main |
skip to sidebar
A quem já foi amada...
A quem já foi amada, o toque, o cheiro e a barba.
A quem já foi doente de amor
a ponto de não ter o vazio,
ser o vazio: os dentes mais uma vez cravados em seu ventre.
A quem já foi amada,
a rosa murcha pelo tempo, o morfo dos papéis das cartas e o vício dos demorados beijos com paixão.
A quem já foi amada,
o eco vicioso da linguagem,
assim como o exaspero do amante na hora pungente.
A quem já foi amada, as lembranças (amor que dói),
e a certeza de nunca mais ser tocada com tanta intensidade.
Também os versos, a rima, e a beleza do simples...
A quem já foi amada, o último beijo...
o beijo que escarra
O revide sem motivos
O arfas que agora apedreja
A ingratidão do amor destruído
O eco vicioso,
que agora não é mais o prazer;
O hiato do Adeus.
0 comentários:
Postar um comentário
Sintam-se à vontade !