segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016


A quem já foi amada...

 A quem já foi amada, o toque, o cheiro e a barba. 

A quem já foi doente de amor
a ponto de não ter o vazio,
 ser o vazio: os dentes mais uma vez cravados em seu ventre. 

A quem já foi amada,
a rosa murcha pelo tempo, o morfo dos papéis das cartas e o vício dos demorados beijos com paixão. 

A quem já foi amada,
o eco vicioso da linguagem,
assim como o exaspero do amante na hora pungente.

A quem já foi amada, as lembranças (amor que dói),
 e a certeza de nunca mais ser tocada com tanta intensidade.

Também os versos, a rima, e a beleza do simples...
A quem já foi amada, o último beijo...

o beijo que escarra 
O revide sem motivos 
O arfas que agora apedreja 
A ingratidão do amor destruído 
O eco vicioso, 
que agora não é mais o prazer; 
O hiato do Adeus.

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